A cultura da violação - "Rape Culture"

Quer digam que não, o abuso da mulher por parte dos homens, está embrenhado na nossa cultura. São coisas simples que se dizem ou se fazem que culpabilizam as vítimas em vez dos agressores. 
Isso mete-me nojo, a sério. Ensinarem às raparigas a não sairem de casa com uma roupa provocante porque pode acontecer algo e não ensinarem aos rapazes simplesmente a não violar, provoca-me os nervos. 
Frases como "Olha como ela estava vestida....estava a pedi-las!" enoja-me como tudo. Ou o facto de as pessoas culparem a gaja que estava podre de bêbada por ter sido violada.

Por favor não culpem as vítimas. Não interessa se uma mulher está toda nua na rua, ou se está a cair de bêbada, pois existe uma coisa ( E ISSO SIM DEVIA SER ENSINADO NAS ESCOLAS ) chamada Consentimento. 

A desculpa "boys will be boys" não é desculpa nenhuma. Uma mulher devia poder vestir o que quiser sem ter medo de ser atacada. Eu com 16 anos (mas tinha corpo de 12, pois sempre fui baixinha e lisinha) não devia ter que ouvir homens com idade para serem meus avôs a mandarem-me beijos e a meterem-se comigo. 

Temos de acabar com esta cultura de violação de merda. Bora lá gente: 




#RapeCultureIsWhen I can't make a post like this on Facebook because I know some guy will make a rape joke about it. 

5 comments:

  1. "embrenhado" boa escolha de adjectivo.
    irrito-me sempre que me dizem "ah levas essa minisaia para a noite, isso é curtíssimo!" tipo se for um gajo com uns mini calções, ninguém diz nada!! se for uma mulher, já consideram provocação... e ainda há quem diga "ah depois não te queixes!"... ahrg

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  2. isto dá uma volta às tripas duma maneira que nem consigo aguentar o pequeno-almoço cá dentro; esta coisa de ensinar as miúdas a conter-se na roupa ao invés de educar os miúdos a respeita-las é um problema social tão embrenhado, lá está, mas que passa assim meio que despercebido e vai ficando. E depois vem gente resmungar que não é preciso feminismo e associações de apoio a mulheres e coisas assim - mete nojo.

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  3. Bom, eu nem tenho palavras. Acho que tive uma vidinha muito protegida e privilegiada, sempre rodeada de pessoal muito respeitoso - até podiam tentar algo, mas mal eu dava um chega pra çá, paravam - mas sim, na rua ouvi com cada coisa de bradar aos céus, até pq aos 15, 16 anos eu andava semi nua no Verão. E no auge dos 30 e tais fui uma vez seguida dias a fio por um tipo sinistro num carro, no meu caminha da estação para casa, q qado me alcançava abrandava e ficava a olhar, de dentro do carro, a andar muitooooo devagarinho lado a lado comigo. Parou no dia em que eu saquei do telemovel, fingi q telefonava e bem alto para el ouvir disse "Olá João (personagem inexistente), sou eu. OLha estás aqui na esquadra de Oeiras? Posso ir aí ter contigo? É que and um tipo num mercedes a seguir-me já há uns dias, está aqui no carro mm ao meu lado agora, e eu qeuria ir aí entregar-te a matricula a ver se tu e os teus amigos podem fazer alguma coisa, q eu não estou para andar a ser seguida. AH posso ir? Então até já, eu estou aqui em baixo ao pé da Biblioteca e vou já para aí." fingi q desligava e voltei-me para o homem e disse "bom, o meu amigo da PSP está á minha espera na esquadra para eu lhe dar a matricula do seu carro." o gajo fez-me um gesto feio, acelerou e nunca mais o vi na vida, felizmente.
    http://bloglairdutemps.blogspot.pt/

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    1. Whaaat?! Epá que gajo creepy. Passou-se! Que quereria ele? Era só nojento? Epá!

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